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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Nós SOMOS o futuro!

Nós somos o futuro dessa cidade! 
Somos o futuro de nosso estado, de nosso país e de nosso planeta.
Somos os futuros pensadores, políticos, empresários, críticos, artistas, peritos, produtores,
formadores de opinião, professores, líderes religiosos, força policial, experts em TI, agricultores, embaixadores, embardores, hackers, fazendeiros, jornalistas, mobilizadores, comunicadores... Somos essenciais para os processos de renovação e melhoria por uma sociedade mais justa, sustentável
e igualitária. Ou você duvida disso? Quem sabe a TV duvida disso. Então, que sejamos o futuro da TV!
Você já parou para pensar sobre isso? Onde estará você nesse futuro? Quem será você nesse futuro?
Precisamos renovar nossas piadas, nossos governos, relacionamentos, comportamentos, pensamentos.
Precisamos quebrar tabus, romper com o status quo, e deixar a nossa marca na história da humanidade.
Como bem disse o poeta: "ACORDA! LEVANTA! REAGE!"


terça-feira, 3 de setembro de 2013

Palavras

Palavras...
Há tantas palavras ainda engasgadas.
Oh, palavras!
Tudo vira palavra, ou palavrão.
As palavras dão significado ao mundo.
Vivemos no Planeta Palavra.
O que comemos e o que bebemos também são palavras.
Nossas partidas e chegadas só são possíveis pelas palavras.
Seriam, então, as palavras essenciais?
Talvez não!
O silêncio das coisas e das palavras entre nós falava muitíssimo mais.
Aquecia meu peito de maneira indefinível.
No entanto, ontem, as palavras arruinaram toda a poesia que se fez.
As palavras chacinaram meus sentidos.
As palavras invadiram o ambiente e acordaram-me de meu sonho tão juvenil...
Vejam só como são intrometidas e mesquinhas as palavras.
Agora sigo louco nesse longo caminho, 
Ávido por destruir toda e qualquer placa que contenha palavras...


Lyra Richard

Ah, se eu fosse um rio!

Às vezes eu reclamo da correria da vida.
Tudo parece tão veloz. Tão estressante...
Porém, acho que se eu fosse uma árvore eu não suportaria tanta inércia,
Tão pouco pássaros brincando em meus cabelos o tempo todo.

Se eu fosse uma estrada acho que não suportaria tantas cócegas.
Muito possivelmente provocaria acidentes de tanto me mexer.

Mas se eu fosse um rio...
Ah, se eu fosse um rio!
Aí sim acho que seria interessante.
Eu me envaideceria pelas pessoas que adorassem nadar em minhas águas.
Eu seria idolatrado por jangadeiros, lavadeiras, peixes e algas.

Em mim haveriam algumas correntes mais fortes esbofeteando pedras duras.
Haveria em mim uma queda d'água barulhenta que sopraria neblina toda madrugada,
Até às seis da manhã...

E por fim, eu me lançaria ao mar,
E viraria água salgada também...




Gleydson Góes

domingo, 1 de setembro de 2013

Tudo que me deixa triste...

Eu amo tudo que me deixa triste: 
Canção, chuva, esquecimento, filme trite, camiseta rasgada, rock alternativo, coleção incompleta, violão, feridas, bar, noite sem lua, ligações rejeitadas, você...




Edson Arantes

domingo, 25 de agosto de 2013

Idioma Música



"Para se comunicar com o mundo inteiro, usa-se o idioma inglês.
Para se comunicar com as almas do mundo inteiro, usa-se o idioma MÚSICA".


sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Maior do que EU

Ás vezes sinto-me maior do que meu corpo.
É como se eu não coubesse em mim mesmo.
Sei lá... É gozado. 
Sinto-me apertado numa matéria que carece de algo.
Algo dentro de mim, quem seja minh'alma, espírito, neurônios ou o conjunto disso tudo fica a ponto de explodir.
A vontade é de sair voando por aí e respirar o máximo de oxigênio possível.
A vontade é de beber a água de todas as chuvas que chovem de madrugada.
Gosto do silêncio da noite.
Na calmaria noturna eu fico calado escutando o silêncio, e admirando os astros dos Céus.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Ela cai

Gosto muito de ouvir música...
Ao acordar, na primeira oportunidade que eu tenho, ligo o som para poder ter um dia melhor.
A música é indispensável para mim, pois dialoga com a minha alma e me faz muito bem.
Hoje pela manhã havia uma pequena disputa sonora: o som do aparelho eletrônico e o som da chuva que caia tímida formando um arco-íris por detrás da colina.
Meus sentidos se aguçam quando sinto cheiro de terra molhada e o friozinho suave da chuva que desliza.
Baixei o volume de minha música para ouvir a música do Universo. O afago dos Céus sobre nossas cabeças tão cansadas de um mundo de ponta-cabeça.
A chuva é linda! 
Ela cai sobre as cabeças dos ricos e dos pobres.
Cai sobre as cabeças dos bons e dos maus.
Cai sobre os telhados de casas grandes, casas pequenas, casebres e palafitas.
Ela molha a plantação de seu Genaro, de dona Maria, de Paulo Vitor e Marcos André.
Ela molha todas as plantações, e,  em quanto molha, canta afinada na companhia dos ventos e às vezes com o grave dos trovões.

Maruto

segunda-feira, 17 de junho de 2013

IRMÃOS DA LUA (Jessé - 1982)

Somos todos irmãos da lua,
Moramos na mesma rua,
Bebemos do mesmo copo
A mesma bebida crua.

O caminho já não é novo -
Por ele é que passa o povo.
Farinha do mesmo saco,
Galinha do mesmo ovo.

Mas nada é melhor que a água;
A Terra é mãe de todos;
O ar é que toca o homem
E o homem maneja o fogo.

E o homem possui a fala,
E a fala edifica o canto,
No canto repousa a alma,
Da alma depende a calma.

E a calma é irmã do simples,
E o simples resolve tudo,
Mas tudo na vida às vezes
Consiste em não se ter nada.

terça-feira, 4 de junho de 2013

A chuva quando ainda é chuvisco

Gosto de andar na chuva quando ainda é chuvisco. 
Principalmente à noite, quando o frio é naturalmente maior.
É como se os céus afagassem minha cabeça com carinho, conduzindo-me ao silêncio que se faz quando chove.
É um silêncio bonito, quebrado apenas pelo som dos calmos ventos, em dias de ventos calmos.
Gosto de sentir o chuvisco tomando corpo e ganhando força quando caminho sem pressa sob a chuva.
E, de repente, percebo-me completamente molhado.
E, de repente, percebo-me completamente ensopado de chuva e chuvisco.



Lyra Richard

Ela não tem jeito!

Ela não tem jeito: sabe que é de veras bela, e por isso desfila boçalmente como forte rajada de luz do sol a todos cegar. 
Balança os cabelos como quem nada pretende, apruma o broche que leva preso à blusa, peteia as sobrancelhas disfarçadamente com a ponta do dedo anelar da mão direita, e segue a desfilar como se fosse um “manga-larga machador” de pura raça, - jamais contando com a velhice do porvir -, com peito estufado e cheio de vida, andando com extrema altivez.
E eu, aqui de longe, finjo que em nada sou abalado! Finjo caminhar rápido e desapercebido, quando na verdade estou de olhos vidrados nessa tão formosa dama, que mais parece atrair-me como um imenso ímã que puxa avulsa pregos soltos caídos n'algum rincão. 
Ela não tem jeito! Será que consegue amar? E quem será o rico cavalheiro que a honra tem de ser seu par? 
Oh, que inveja tola! Como posso eu prestar-me a tais pensamentos?!
Continuo o meu caminhar e busco no firmamento ver o sol ou as nuvens, a fim de consolar-me sobre o fato de que há coisas no universo que foram feitas só para serem olhadas, e nada mais.



Ferdinand Personne

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Posto em Miúdos

Como falar de amor entre nós que mal acreditamos em Deus, e pouco sabemos sobre os mistérios da humanidade e o sentido dos homens?
Para mim falamos o que vem à cabeça em momentos de prosa, dependendo do ambiente, do tempo e do que do se ingere.
Não posso negar que em muitos momentos eu vi brilho em teu olhar fraternal; assim: de adimiração e alegria por estarmos filosofando e fazendo-nos promessas.
Todavia, duvido muito que no outro dia esses pensamentos continuem os mesmos em tua cabeça.
E nada duvido que vejas em mim um vilão ou um desorientado que carece de idiologia, contrapondo, drasticamente, as primeiras impressões que, em tese, seriam sempre as que deveriam ficar...
Posto em miúdos: nada do que prometemos teremos certeza de cumprir, pois a vida é exaustivamente cíclica e inconstante, assim como nós.


 Kurt Spörk

segunda-feira, 20 de maio de 2013

O Artista é um deformador de Opinião

"Poesia não se faz somente falando de flores. É preciso meter a mão no esterco pra tirar palavras. Assim é com humor. Humor não é feito só pra gargalhar. Como poesia não é feita só pra ser linda e nem música só pra animar a festa. Tem vezes que não se ri, nem por isso deixa de ser humor. Nem toda rima é poesia, nem todo samba é pra dançar. Mania de falarem da arte apenas como algo belo, leve ou doce. Algo que serve apenas para "aliviar a vida dura". A arte deve também ser terrível quando solicitada. Quando o piá apronta, a mãe alerta: "Já tá fazendo arte!". É isso! "Mães" temem a arte, porque arte é desobediente, incomoda. A arte ataca! Arte não é cordeiro. Arte é predador! O Artista é um deformador de opinião." 

Alexandre Nero

Esta postagem tem direta contribuição do amigo e irmão João Neto (Negra)

Obrigado, Negra.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

O Guardador de Rebanhos (Fernando Pessoa)

Belíssima representação de "O guardador de rebanhos", de Fernando Pessoa!

Assista. Baixe. Compartilhe com as pessoas que ama.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

O Mais Complexo Estado de Espírito

Sinto-me com aguçados sentidos, "viajando" em percepções jamais notadas antes...
Assim, meio que sem querer, acabei descobrindo que tem um pedaço do caminho da vida
de cada um de nós que é trilhado na solidão.
Ainda que cercado por dezenas de pessoas, decisões implicam em pelo menos minutos de Solidão...
A solidão é o mais complexo estado de espírito, pois, por ser sozinho e enigmático, exigi-nos grande esforço para ser desvendado.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

AS REGRAS DA POESIA


Fugir da norma culta
Erros ortográficos propositais
Frases de duplo sentido
Palavras de baixo calão
Sem deixar de registrar na poesia
A verdadeira intenção
Crítica e suas consequências
Ao ser humano a auto-reflexão
Com grande maestria
Usar, abusar, ousar e marcar
Com cadência e beleza
Musicalidade
Rimas, sons com harmonia
Na definição estabelecida
Essas são as regras na poesia

terça-feira, 6 de novembro de 2012

A lirinha


O lirismo de tu insanidade faz-me sentir algo muito peculiar, diferente e estranho como nós...

Adoro ver refletida na lua a castenhisse de teus belos olhos de criança perdida no mundo.
No mundo a fora vai tua magreza esfomeada por cumes, picos, vulcões em atividade, cavernas asfixiantes, estradas esburacadas, caminhos cheios de espinhos, tormentas, terremotos, tempestades, el niño, la niña, confusão... Não te poupas nunca.

Assim és tu: uma combinação de fragilidade e audacidade extremas.
Um amargo chocolate branco com pimenta.
A poeira que  vai sufocando-me a garganta suavemente...

Acho que sou a lenta lágrima que desliza discretamente pela escultura de arte que teimam chamar de "teu rosto", e incerto da possibilidade de rever-nos outra vez, me despeço, oh poesia humanificada, lembrando teu cálido abraço na escuridão de meus mais profundos devaneios. 

Avec beaucoup de respect,

Gleydson Góes

terça-feira, 12 de junho de 2012

Pupila

Hoje vivi grande alegria no cume de minha torre:
Senti-me dilatando as pupilas. Isso mesmo. Foi incrível....
Na verdade eu estava a observar as luzinhas coloridas silenciosas da cidade.
Era noite e, silenciosamente, sopravam ventos macios frios contra minha cara.
Fixei o olhar para algo distante e, de repente, senti o dilatar de minhas pupilas!
Parece algo tão bobo e tão pequeno. Porém, nem sei como descrever essa experiência.
Sempre senti e percebi a colaboração de meus músculos, tendões e ligamentos 
No movimentos dos pés, nos saltos que dou vez em quando, no mover das coisas ao redor,
No levantar, no deitar, no gritar, no cochichar.
Sempre senti, nitidamente, o movimento das coisas de meu corpo.
Mas nunca havia percebido minhas pupilas dilatarem... Nunca.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Conversa com as Estrelas

Quero ser leve brisa a suavizar as almas cansadas que vagam sob o ardente sol desses nossos tão formidáveis tempos modernos! Tempos supérfluos, tempos do materialismo e total menosprezo aos valores...
Quero manter doçura no olhar, ainda quando eventualmente nele habitar o ódio, o arrependimento, o medo e a escuridão dos mais profundos e medonhos rincões de minha mente, tão humana, tão pequena e tão rapidamente finita.

Deseja ardentemente meu coração, somar esforços para promover o bem a todos que tão desavisados vivem uma vida de violentas disputas e intrigas tolas que não  que fazem o menor sentido...

Quero trazer paz onde se instale a escuridão das guerras, e luz onde se infiltre a venda da cegueira. 
Pois é para isso que estamos aqui: viver em comunidade, celebrar uma conquista conjunta e plantar sementes de amor e mansidão, ainda que nos terrenos mais ressequidos que existirem.

Essa é minha razão. Eu descobri assim, de repente, depois de um café com as estrelas que conversam comigo pela janela de meu quarto.
Gleydson Góes


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

A Incapacidade de Ser Verdadeiro

Poema de  Carlos Drummond de Andrade


Poema Declamado por Antônio Abujamra
 
"Paulo tinha fama de mentiroso. Um dia chegou em casa dizendo que vira no campo dois dragões da independência cuspindo fogo e lendo fotonovelas. A mãe botou-o de castigo, mas na semana seguinte ele veio contando que caíra no pátio da escola um pedaço de lua, todo cheio de buraquinhos, feito queijo, e ele provou e tinha gosto de queijo. Desta vez Paulo não só ficou sem sobremesa como foi proibido de jogar futebol durante quinze dias. Quando o menino voltou falando que todas as borboletas da Terra passaram pela chácara de Siá Elpídia e queriam formar um tapete voador para transportá-lo ao sétimo céu, a mãe decidiu levá-lo ao médico. Após o exame, o Dr. Epaminondas abanou a cabeça:


- Não há nada a fazer, Dona Coló. Este menino é mesmo um caso de poesia."