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sábado, 22 de dezembro de 2012

Substâncias

Substâncias...
O que somos nós se não milhares de substâncias?
Somos amargos, líquidos, doces, gasosos, frios, cálidos...
Somos ciência, experiência, filosofia e alma.
Substâncias...
O que somos nós se não milhares de substâncias?
Somos todos substancialmente passageiros...



Gleydson Góes

sexta-feira, 25 de maio de 2012

João Cândido Portinari

"A arte é o espelho da pátria. 
O país que não preserva seus valores culturais jamais verá a imagem da sua própria alma." (Chopin)

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Conversa com as Estrelas

Quero ser leve brisa a suavizar as almas cansadas que vagam sob o ardente sol desses nossos tão formidáveis tempos modernos! Tempos supérfluos, tempos do materialismo e total menosprezo aos valores...
Quero manter doçura no olhar, ainda quando eventualmente nele habitar o ódio, o arrependimento, o medo e a escuridão dos mais profundos e medonhos rincões de minha mente, tão humana, tão pequena e tão rapidamente finita.

Deseja ardentemente meu coração, somar esforços para promover o bem a todos que tão desavisados vivem uma vida de violentas disputas e intrigas tolas que não  que fazem o menor sentido...

Quero trazer paz onde se instale a escuridão das guerras, e luz onde se infiltre a venda da cegueira. 
Pois é para isso que estamos aqui: viver em comunidade, celebrar uma conquista conjunta e plantar sementes de amor e mansidão, ainda que nos terrenos mais ressequidos que existirem.

Essa é minha razão. Eu descobri assim, de repente, depois de um café com as estrelas que conversam comigo pela janela de meu quarto.
Gleydson Góes


quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Minha alma, Maryaninha e Eu.

Por que abrasamos nossas almas e as mal tratamos tão indiscriminadamente?
Por que usamos seja lá qual for o motivo para estressá-las e pô-las em xeque?

Pobres almas, tão singelas,
Sufocadas com tantas posses, tantas poses, tantos desejos de poder, tanta babaquice...
Pobres almas tão meninas,
Desconsideradas, não ouvidas, escanteadas...

Hoje meu bebê corria pela casa como se fosse um jatinho em forma de anjo.
De repente minha alma a colheu nos braços a cantou musiquinhas de ninar para ela dormir.
Eu queria mesmo ver as notícias inteligentes e atuais dos telejornais.
Ver o que se está passando no mundo, quanto está custando o dólar,
O preço da commodity, do petróleo, o que estão fazendo os tigres asiáticos...

No entanto, minha alma colheu Maryaninha nos braços e chorou feliz quando a viu embalada num sono tão pacífico e renovador...

Era como se um anjo, arcanjo, querubim ou espírito extremamente elevado cochilasse bem nos Braços, tendos meus humildes ombros de regaço pra dormir!

Minha alma sorria... Aliviadamente sorria ali, em silêncio.

De repende lágrimas rolavam no rosto d'um titio que pensava nos anjinhos que vagam perdidos pelo mundo a fora.
Estão com frio, com saudade, sem escolas ou
sendo instruídos para a guerra,
Ou sendo criandos "na gerra".

Minha alma, Maryaninha e eu pedíamos a Papai do Céu proteção e paz...