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sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Ela cai

Gosto muito de ouvir música...
Ao acordar, na primeira oportunidade que eu tenho, ligo o som para poder ter um dia melhor.
A música é indispensável para mim, pois dialoga com a minha alma e me faz muito bem.
Hoje pela manhã havia uma pequena disputa sonora: o som do aparelho eletrônico e o som da chuva que caia tímida formando um arco-íris por detrás da colina.
Meus sentidos se aguçam quando sinto cheiro de terra molhada e o friozinho suave da chuva que desliza.
Baixei o volume de minha música para ouvir a música do Universo. O afago dos Céus sobre nossas cabeças tão cansadas de um mundo de ponta-cabeça.
A chuva é linda! 
Ela cai sobre as cabeças dos ricos e dos pobres.
Cai sobre as cabeças dos bons e dos maus.
Cai sobre os telhados de casas grandes, casas pequenas, casebres e palafitas.
Ela molha a plantação de seu Genaro, de dona Maria, de Paulo Vitor e Marcos André.
Ela molha todas as plantações, e,  em quanto molha, canta afinada na companhia dos ventos e às vezes com o grave dos trovões.

Maruto

terça-feira, 4 de junho de 2013

A chuva quando ainda é chuvisco

Gosto de andar na chuva quando ainda é chuvisco. 
Principalmente à noite, quando o frio é naturalmente maior.
É como se os céus afagassem minha cabeça com carinho, conduzindo-me ao silêncio que se faz quando chove.
É um silêncio bonito, quebrado apenas pelo som dos calmos ventos, em dias de ventos calmos.
Gosto de sentir o chuvisco tomando corpo e ganhando força quando caminho sem pressa sob a chuva.
E, de repente, percebo-me completamente molhado.
E, de repente, percebo-me completamente ensopado de chuva e chuvisco.



Lyra Richard

sábado, 15 de outubro de 2011

Um dia frio...


Hoje o dia amanheceu cinza e frio... O silêncio é quase absoluto:
As motocicletas que usualmente passam gritando como loucas ficaram em casa.
Quem sabe estão tomando um chá quente.

Os meninos não estão à mil no gramado de barro correndo atrás da bola.
Devem estar jogando video game na sala com os amigos.


O mundo parece ter diminuído a velocidade,
E os Céus parecem me enganar, pois não distingo o tempo:
É já chegada a tardinha ou ainda transcorremos a manhã?


Pra falar a verdade prefiro não descobrir!

Em dias assim eu guardo o relógio de pulso na gaveta,
Ponho os relógios de parede contra a parede e fico longe do celular...

O frio do dia - ou da tardinha - não consigo precisar,

Traz consigo uma saudade não sei de que, não sei por que, ou sei... Não sei!
A Internet parece lenta e chata.
Preciso tomar alguma coisa ou movimentar os neurôneos,
Pois quando paro no tempo não consigo evitar os pensamentos que me remetem a uma viagem cronológica e espacial de mim - dentro de mim - de tudo que aconteceu e tudo que está por vir...

Me vejo criando eufemismos ou novas nomenclaturas para ações conhecidas em demasia.
Talvez seja meu desejo e torná-las politicamente corretas,
Pois os termos, às vezes, cumprem bem esse papel:
O de tornar coisas politicamente corretas.

É... Faz frio de verdade lá fora.
Faz frio aqui dentro t a m b é m.
Quente apenas meus pés calçados com as meias que mamãe me deu antes de vir parar aqui.

Já sei!
Vou estudar, pois segunda-feira terei prova!

(Sobrancelhas franzidas, mãos ao queixo, como se refletindo)

Não vou mentir...

Na verdade eu não senti absolutamente nada disso, pois aqui fez sol "de rachar".
O calor chegou a ser insuportável...

Na verdade alguém sentiu tudo isso por mim.