
Foi medo o motivo da interrupção da canção de ninar?
Medo de que? Eu sei que não há!
Hoje me veio a mente durante o trajeto do vai e vem pra casa aquele sorriso explícito, fofoqueiro, porém bom amigo meu.
Vejam só como as coisas mudaram:
Não só falava a boca, mas muito mais os olhos brilhando e um sorriso leve, meio quieto, mas tão agitado.
O conjunto das coisas, de "a recíproca ser verdadeira", de gestos quase que obsenos, de abraços espirituais, quem sabe, tudo numa áurea quase perfeita, não fora um intruso...
Água,
Dê-me água, pois começo a padecer de cede e fome.
A garganta parecia secar, até asaliva escorregava cortando as paredes da goela.
Me via catalogando meus filtros de expressões e espantado com o resultado lógico de meu raciocínio...
Finda a noite,
Como tudo na vida finda, e eu volto para o velho trajeto louco do vai e vem, desta vez indo
A duchar-me,
A tomar um café, rabiscar o livro de francês e dormir como um anjo.
Mas antes de pegar no sono, Dé, Bebel e Cazuza cantam pra eu dormir.